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Tratamento Cirúrgico do Câncer do Colo de Útero

publicado em 9 de janeiro de 2013

uteroOs tipos de cirurgia de pré-cânceres e cânceres de colo de útero:

  • Criocirurgia

Uma sonda de metal resfriada com nitrogênio líquido é inserida diretamente no colo do útero. Esta técnica mata as células anormais, congelando-as. A criocirurgia não é utilizada para tratar lesões pré-cancerosas do colo do útero, mas parar tratar o câncer invasivo.

  • Cirurgia a Laser

Um feixe de laser é utilizado para queimar as células anormais ou remover um pequeno pedaço de tecido para análise. A cirurgia a laser é usada para tratar lesões pré-cancerosas de colo do útero, mas não em câncer invasivo.

  • Conização

Um pedaço em forma de cone de tecido é removido do colo do útero. Isso é feito utilizando um bisturi (biópsia em cone) ou um arame fino aquecido pela eletricidade (procedimento eletrocirúrgico Leep). A biópsia em cone pode ser utilizada para diagnosticar o câncer antes do tratamento adicional com cirurgia ou radioterapia. Também pode ser utilizado como o único tratamento em mulheres com doença inicial, que querem preservar sua fertilidade.

  • Histerectomia

Este procedimento consiste na remoção do útero (corpo do útero e colo do útero), preservando as estruturas próximas ao órgão. A vagina e os linfonodos pélvicos não são removidos. Os ovários e trompas de Falópio são normalmente preservados a menos que haja alguma outra razão para removê-los.

Quando o útero é removido por uma incisão cirúrgica no abdome, é denominada histerectomia abdominal. Quando o útero é removido pela vagina, é denominado histerectomia vaginal. Quando o útero é removido por laparoscopia, é denominado histerectomia laparoscópica. Em alguns casos, a laparoscopia é realizada com ferramentas especiais para ajudar o cirurgião a ver melhor e com instrumentos controlados pelo cirurgião. Esta técnica é denominada cirurgia robótica assistida.

Todos os procedimentos são realizados com anestesia local ou geral. O tempo de recuperação e internação tende a ser menor para a histerectomia laparoscópica ou vaginal do que para uma histerectomia abdominal.

A histerectomia é utilizada para tratar cânceres do colo de útero estágio IA1. É também usada para alguns cânceres estágio 0, se células cancerosas forem encontradas com margens positivas na biópsia em cone. A histerectomia é também utilizada para tratar algumas condições não cancerosas.

Impacto Sexual de histerectomia: A histerectomia não altera a capacidade de uma mulher de sentir prazer sexual. Uma mulher não precisa de um útero ou do colo do útero para atingir o orgasmo. A área em torno do clitóris e do revestimento da vagina permanecem tão sensíveis como antes da cirurgia.

  • Histerectomia Radical

Neste procedimento, o cirurgião retira o útero, juntamente com os tecidos próximos ao órgão e a parte superior da vagina, próxima ao colo do útero. Os ovários e trompas de Falópio não são removidos a menos que haja alguma outra razão clínica para removê-los. Esta cirurgia é normalmente realizada com uma incisão abdominal.

Outra abordagem cirúrgica é a histerectomia radical vaginal assistida por laparoscopia. Esta cirurgia combina a histerectomia radical vaginal com a dissecção laparoscópica pélvica. O laparoscópio permite uma melhor visualização, além de tornar mais fácil para o médico a remoção do útero, ovários e trompas de Falópio através da incisão vaginal. Quando os linfonodos são removidos, o procedimento é denominado histerectomia radical laparoscópica assistida com linfadenectomia.

A histerectomia radical não muda a capacidade da mulher de sentir prazer sexual. Embora a vagina seja encurtada, a área em torno do clitóris e do revestimento da vagina permanece tão sensível como antes.

  • Traquelectomia

A maioria das mulheres com estágio IA2 e IB é tratada com histerectomia. Outro procedimento, conhecido como traquelectomia radical, permite que algumas destas mulheres jovens possam ser tratadas, sem perder a fertilidade. Este procedimento remove o colo do útero e a parte superior da vagina, mas não o corpo do útero. O cirurgião coloca uma bolsa alinhavada de modo a agir como uma abertura artificial do colo do útero dentro da cavidade uterina. Os gânglios linfáticos são removidos por laparoscopia que requer outra incisão. A cirurgia é realizada pela vagina ou pelo abdome.

Após a traquelectomia, algumas mulheres engravidam e tem um período de gestação normal. O bebê nasce saudável, mas por cesariana.

  • Exenteração Pélvica

Esta é uma cirurgia mais extensa utilizada para tratar a recidiva do câncer de colo de útero. Nesta cirurgia, são removidos os mesmos órgãos e tecidos como em uma histerectomia radical com dissecção de linfonodos pélvicos. Além disso, dependendo do local onde o câncer se disseminou, podem ser removidos o reto, bexiga, vagina e parte do cólon.

Se a bexiga é removida, uma nova forma de armazenar e eliminar a urina serão necessários. A nova bexiga pode estar ligada à parede abdominal, a urina é drenada periodicamente quando a paciente coloca um cateter numa urostomia. Ou a urina pode drenar continuamente para um saco de plástico pequeno colocado na frente do abdome.

Se o reto e parte do cólon são removidos, uma nova forma para eliminar os resíduos sólidos deve ser criada. Isto é feito unindo o intestino remanescente à parede abdominal para que o material fecal passe através de uma colostomia para um saco plástico (bolsa de colostomia) usado na parte anterior do abdome. Se a vagina é removida, uma nova vagina é reconstruída cirurgicamente com enxertos.

O tempo para a recuperação da exenteração pélvica é longo, de 6 meses a 1 ou 2 anos. No entanto, essas mulheres podem levar vidas felizes e produtivas. Com a prática e determinação, elas também podem ter o desejo sexual, prazer e orgasmos.

  • Dissecção dos Linfonodos Pélvicos
O câncer que se inicia no colo do útero pode disseminar-se para os linfonodos da pélvis. Para verificar se existe disseminação linfonodal, o cirurgião remove alguns desses linfonodos. Este procedimento é conhecido como dissecção de linfonodos ou de amostragem linfonodal. É realizado ao mesmo tempo da histerectomia. A remoção dos gânglios linfáticos pode levar a problemas de drenagem de fluidos na perna, causando inchaço, uma condição conhecida como linfedema.