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Rondonópolis vai contar com radioterapia

publicado em 24 de março de 2014

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Vice-presidente da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor), Gastão de Matos: a construção do prédio [para abrigar o novo serviço] está prevista para iniciar em setembro ou outubro deste ano

Quem precisar fazer tratamento contra o câncer em Rondonópolis e região vai poder contar, em breve, com a oferta de serviços de radioterapia, com um aparelho conhecido como acelerador linear. O Ministério da Saúde concluiu, no final de 2013, a compra de mais aparelhos de radioterapia para todo o Brasil, contemplando as cidades de Rondonópolis e Sinop, em Mato Grosso. O processo de implantação do novo serviço na cidade foi confirmado durante a solenidade de entrega do centro cirúrgico do Hospital do Câncer de Rondonópolis, nesta sexta-feira (21/03).

Em Rondonópolis, o serviço de radioterapia será realizado na Santa Casa de Misericórdia e Maternidade. O vice-presidente da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor), Gastão de Matos, informou ao Jornal A TRIBUNA que o médico oncologista José Spila Neto esteve em Brasília (DF), neste mês de fevereiro passado, e tomou conhecimento dos procedimentos para essa implantação. Gastão repassou que agora deve ser preparada a construção do local que vai receber o novo aparelho.

A construção do espaço que abrigará o aparelho para o serviço de radioterapia será realizada com recursos do Ministério da Saúde. Gastão informou ao Jornal A TRIBUNA que o serviço será construído no estacionamento da parte antiga da Santa Casa, em frente à Somed. Uma equipe de Brasília deve vir a Rondonópolis para ultimar detalhes necessários do projeto. A informação é que a construção deve ser iniciada a partir de setembro ou outubro deste ano. Com isso, incluindo a instalação do equipamento, estima-se que o serviço pode começar a ser oferecido à população de Rondonópolis e região a partir de 2016.

Com a implantação dos aparelhos em Rondonópolis e Sinop, o Ministério da Saúde espera que o número de sessões de radioterapia suba de 95,7 mil ao ano para 181,7 mil/ano em Mato Grosso. Gastão destacou a importância da instalação desse serviço na cidade, uma vez que as pessoas em tratamento precisam se deslocar atualmente para outros municípios, como Cuiabá, ficando expressivo espaço de tempo longe da família. Atualmente, esse serviço é oferecido no Estado apenas em Cuiabá, no Hospital de Câncer, na Santa Casa e no Santa Rosa. A expectativa é desafogar bastante a demanda atual pelo serviço na capital.

Em busca das sessões de rádio, expressiva quantia de moradores de Rondonópolis também se desloca todos os meses para a cidade de Barretos, no interior de São Paulo. Dessa forma, parcela dessas pessoas terá a opção de fazer parte do tratamento sem se ausentar da família.

Fonte: Jornal A Tribuna