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O poder da comida na prevenção do câncer: Alimentação saudável é capaz de driblar a doença?

publicado em 24 de julho de 2018

O número de pessoas que desenvolvem tumores malignos cresce a cada ano: cerca de 14 milhões têm câncer, e esse número deve subir para mais de 21 milhões até 2030, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Um dos principais agravantes, segundo a OMS, é que muitas vezes a doença é diagnosticada tarde. Quanto mais avançado o estágio do câncer estiver, mais difícil é o tratamento.

Existem, no entanto, fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer — e comportamentos que podem prevenir a doença. “O câncer é multifatorial, ou seja, ele não se desenvolve por apenas um motivo”, explica a nutricionista do Instituto do Câncer do Estados de São Paulo (Icesp), Eloisa Massaine Moulatle.

O crescimento descontrolado de células anormais, que caracteriza o câncer, está relacionado a sedentarismo, tabagismo, genética, estresse, poluição, má alimentação, entre outros fatores.

Contudo, um dos pilares para a sua prevenção, de acordo com o Ministério da Saúde, é bem conhecido pelos brasileiros — mas um pouco rejeitado no dia a dia. Trata-se da alimentação e do estilo de vida saudáveis.

Alimentos in natura, com menor processamento possível, exercícios e hábitos saudáveis são a chave para a saúde e longevidade. “Não dá pra dizer que existe um alimento milagroso, que ele vai combater e matar as células cancerígenas, mas existem alimentos que promovem a renovação celular, têm vitaminas e minerais e são antioxidantes”, explica Moulatle.

A recomendação do Ministério da Saúde é consumir, no mínimo, cinco porções por dia de frutas, legumes e verduras. Na outra ponta, é preciso diminuir o consumo de carne vermelha (comer apenas uma ou duas vezes por semana) e banir os embutidos e carnes processadas, como linguiça, bacon, presunto, entre outros.

Em 2015, a OMS classificou as carnes processadas como produtos carcinogênicos, ou seja, que causam câncer, e as carnes vermelhas como produtos “provavelmente carcinogênicos”.

Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%.

Isso não quer dizer que você está comprometendo sua saúde a cada vez que se delicia com um pedaço de bacon crocante. Como a nutricionista do Instituto do Câncer de São Paulo explica, não vai ser apenas um fator que resultará em câncer. “O ideal é não comer. Mas, se você gosta muito, tente diminuir a quantidade por semana e depois por mês”, pondera Moulatle.

Outros hábitos de risco são: tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, inalação de ar poluído, obesidade e sedentarismo. “A atividade física não é só importante para o controle do peso, mas ela também ajuda na renovação celular e melhora o metabolismo. Ainda, já é provado que obesidade está relacionada a diversos tipos de câncer, como o de mama, do fígado, da tireóide, entre outros.”

Superalimentos

Como já falamos, não existem alimentos milagrosos, muito menos uma dieta que dará 100% de certeza de que você não terá câncer em toda a vida. Porém, existem “superalimentos” que podem ajudar na prevenção da doença.

O aumento do consumo destes alimentos “reduz significativamente as chances de células cancerígenas de se desenvolverem em órgãos como esôfago, cólon, mama, ovário, rins, laringe, entre outros”, esclareceu um artigo publicado no HuffPost americano.

Antes de consumi-los, contudo, é imprescindível fazer um acompanhamento nutricional para saber quais as reais necessidades do seu corpo.

Conheça alguns destes alimentos:

  • Brócolis, aspargos, couve-flor e outros vegetais crucíferos são considerados “superalimentos” por serem ricos em sulforafano, uma propriedade anti-cancerígena.
  • Alimentos ricos em vitamina D, como shitake, shimeji e outros cogumelos, batata doce, semente de girassol, entre outros, ajudam na prevenção do câncer. A vitamina D é essencial para a saúde do cérebro e de todo o corpo.
  • A wheatgrass (ou grama de trigo) é considerada uma erva medicinal desintoxicante. Segundo o artigo, o chá ajuda a melhorar a produção dos glóbulos vermelhos e neutralizar toxinas do corpo.
  • A salsa ou salsinha tem quercetina, um flavonóide com muitas propriedades benéficas para a saúde. Ele tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-virais e anticancerígenas, e combate o dano dos radicais livres.
  • Gengibre é um poderoso antiinflamatório e têm propriedades anticancerígenas.
  • Mel é um “superalimento” da mãe natureza e das abelhas: além de antibactericida e antiinflamatório, o uso da meloterapia pode diminuir a proliferação de células tumorais.

Fonte: Huffpost