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Fatores conhecidos que aumentam o Risco de Câncer

publicado em 11 de junho de 2019

Os pesquisadores estudam os fatores de risco e os fatores de proteção para encontrar maneiras de prevenir o câncer. Tudo o que aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença é denominado fator de risco de câncer, e qualquer coisa que diminua a chance de desenvolver câncer é chamado de fator de proteção do câncer.

Alguns fatores de risco para o câncer podem ser evitados, mas muitos outros não. Por exemplo, fumar ou determinados genes hereditários são fatores de risco para alguns tipos de câncer, mas apenas o tabagismo pode ser evitado. Os fatores de risco que podem ser controlados por uma pessoa são denominados de fatores de risco modificáveis.

Muitos outros fatores presentes no meio ambiente, alimentação e estilo de vida podem causar ou prevenir o câncer. Aqui mencionaremos apenas os principais fatores de risco de câncer e fatores de proteção que podem ser controlados ou modificados para reduzir o risco de doença. Os fatores de risco não mencionados aqui incluem determinados comportamentos sexuais, uso de estrogênio e exposição ocupacional a certas substâncias ou produtos químicos.

Tabagismo

O uso do tabaco é fortemente associado a um risco aumentado para muitos tipos de câncer. Fumar cigarros é a principal causa dos seguintes tipos de câncer:

  • Leucemia mieloide aguda (LMA)
  • Câncer de bexiga
  • Câncer de esôfago
  • Câncer de rim
  • Câncer de pulmão
  • Câncer de boca e orofaringe
  • Câncer de pâncreas
  • Câncer de estômago

Não fumar ou parar de fumar reduz o risco de contrair câncer e morrer devido à doença.  Os pesquisadores acreditam que o tabagismo seja a causa de cerca de 30% de todas as mortes por câncer.

Infecções

Alguns vírus e bactérias podem causar câncer. Vírus e outros agentes que causam infecções provocam a maioria dos casos de câncer nos países em desenvolvimento. Exemplos de vírus e bactérias causadoras de câncer incluem:

  • Papiloma vírus humano (HPV) – Aumenta o risco de câncer de colo do útero, pênis, vagina, ânus e boca.
  • Vírus da hepatite B e da hepatite C – Aumentam o risco de câncer de fígado.
  • Vírus Epstein-Barr – Aumenta o risco para o linfoma de Burkitt.
  • Helicobacter pylori – Aumenta o risco de câncer gástrico.

Duas vacinas para prevenir a infecção por agentes causadores de câncer foram desenvolvidos e aprovadas pelos órgãos de vigilância. Uma é uma vacina para prevenir a infecção pelo vírus da hepatite B. A outra protege contra a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV) que causa o câncer de colo do útero. Entretanto, os pesquisadores continuam trabalhando no desenvolvimento de novas vacinas contra infecções causadoras de câncer.

Radiação

Estar exposto à radiação é uma causa conhecida de câncer. Existem dois tipos principais de radiação associada com um risco aumentado para a doença: a radiação ultravioleta proveniente do sol, que é a principal causa do câncer de pele não melanoma, e as radiações ionizantes. A exposição às radiações ionizantes incluem os exames para diagnóstico do câncer, como raios X, tomografia computadorizada, fluoroscopia e exames de medicina nuclear; e o gás radônio, presente no solo das moradias.

Os pesquisadores acreditam que as radiações ionizantes provocam leucemia, câncer de tireoide e câncer de mama em mulheres. Mas, também podem estar associadas ao mieloma múltiplo e aos cânceres de pulmão, estômago, colorretal, esôfago, bexiga e ovário. Estar exposto aos raios X utilizados para diagnóstico aumenta o risco de câncer em pacientes, radiologistas e técnicos de radiologia.

A crescente utilização da tomografia computadorizada, nos últimos 20 anos, aumentou a exposição às radiações ionizantes. O risco de câncer aumenta também com o número de varreduras realizadas e com a dose de radiação utilizada em cada varredura.

Medicamentos Imunossupressores

Medicamentos imunossupressores estão ligados a um risco aumentado de câncer. Estes medicamentos diminuem a capacidade do corpo de bloquear o desenvolvimento do câncer. Os medicamentos imunossupressores são utilizados, por exemplo, em  pacientes transplantados para evitar a rejeição do órgão recebido.

Fonte: Oncoguia