Destaques, Notícias

Brincar de faz de conta reduz impacto do câncer em crianças

publicado em 25 de setembro de 2014

Os benefícios da prática foram comprovados pela pesquisa da terapeuta ocupacional Nathália Rodrigues Garcia-Schinzari.

Orientada pela professora Luzia Iara Pfeifer, o estudo contou com 15 crianças com idade entre 4 e 7 anos, diagnosticadas com câncer, que eram atendidas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP e, algumas, pelo Grupo de Apoio à Criança com Câncer de Ribeirão Preto (GACC – Ribeirão Preto).

Segundo a pesquisadora, brincar de faz de conta auxilia no desenvolvimento cognitivo, no uso da linguagem, além de beneficiar aspectos sociais e emocionais. “É fundamental que as crianças doentes consigam expressar seus sentimentos, medos, dúvidas e sua capacidade de enfrentar os problemas e as dificuldades da vida e por meio do brincar de faz de conta isso se torna possível”, afirma a terapeuta ocupacional.

Numa brincadeira de faz de conta, diz a pesquisadora, as questões abordadas pelas crianças com câncer são diferentes daquelas abordadas pelas crianças saudáveis. “Elas falavam sobre os efeitos da quimioterapia, afastamento da escola, morte e momentos saudáveis em família”.

Para Nathália, a brincadeira faz com que as crianças compreendam melhor seu estado de saúde, bem como o tratamento que vão enfrentar. “Geralmente, a criança com câncer fica assustada com as mudanças repentinas em sua vida, entre elas a queda do cabelo”.

O estímulo à brincadeira, diz a pesquisadora, também pode ser uma forma de aproximação entre o paciente e profissional da saúde. “Quando estimulamos o brincar de faz de conta de uma criança, estamos fortalecendo sua criatividade, expressividade e capacidade de enfrentar os problemas e as dificuldades da vida”, diz a pesquisadora.

O estímulo ao brincar de faz de conta e a qualquer atividade lúdica é comum em hospitais no Brasil e no mundo e, geralmente, é utilizado pela equipe de Terapia Ocupacional, Psicologia e Enfermagem. Inclusive, diz Nathália, há artigos publicados nacionais e internacionais sobre a importância do brincar junto à criança hospitalizada.

Fonte: http://www.ebc.com.br/