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Alimentação tem papel importante no tratamento do câncer

publicado em 30 de agosto de 2018

Ao pensar no nutricionista, muita gente lembra do controle do excesso de peso. Entretanto, a nutrição desempenha um importante papel na saúde em geral, inclusive no enfrentamento do câncer. Nutricionista da Oncologia destaca que o tipo de alimentação é essencial para minimizar o impacto da doença na qualidade de vida do paciente. Além disso, ignorar a dieta elaborada pelo especialista pode afetar diretamente a eficiência do tratamento.

“A nutrição adequada e individualizada minimiza os sintomas, reduz riscos de complicações, melhora a tolerância aos procedimentos e à qualidade de vida, sendo fator fundamental para o sucesso do tratamento oncológico e da recuperação do paciente”, explica.

Ela ainda ratifica a importância da alimentação ser planejada de forma individualizada, pois  a dieta deve considerar as particularidades da pessoa, incluindo os impactos causados pelo câncer e pelo próprio tratamento. “É fundamental que tudo seja avaliado por uma nutricionista capacitada, para que seja orientado um plano nutricional que traga os resultados almejados”, alerta.

O próprio tumor já provoca efeitos no corpo que, dependendo da sua localização e gravidade, podem trazer desequilíbrios orgânicos, metabólicos, fisiológicos, funcionais, digestivos e bioquímicos, que, em sua grande maioria, poderão ser amenizados pela dieta. Em boa parte dos casos, é grande a prevalência de desnutrição. Alguns tipos de câncer, por exemplo, provocam alterações metabólicas que aumentam muito o gasto energético do organismo, levando o paciente à perda de peso progressiva. Nesses casos, é preciso ter uma dieta rica em alimentos calóricos que compense o gasto causado pela doença.

A orientação nutricional será feita também de acordo com o tratamento indicado. A quimioterapia, por exemplo, pode provocar sintomas como: diarreia, constipação intestinal, náuseas e dispepsia. A radioterapia e a cirurgia, dependendo da localização, também podem afetar o sistema digestivo. No caso da hormonioterapia, pode haver o indesejado ganho de peso e inchaço. “São vários fatores que devem ser observados para garantir uma adequada orientação e assim favorecer a qualidade de vida do paciente”, observa nutricionista.

A alimentação é, inclusive, reconhecida em várias pesquisas científicas e também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo INCA como um fator de prevenção ao câncer. Segundo a OMS, o câncer mata 8,8 milhões de pessoas anualmente no mundo. “Acredita-se que uma dieta saudável pode prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos a cada ano”, relata a nutricionista da Oncologia D’Or.

Alimentos ricos em antioxidantes podem auxiliar o sistema imunológico a destruir carcinógenos antes que causem danos às células, podendo, assim, colaborar na reversão dos estágios iniciais da doença. Além disso, existem outros alimentos protetores como, por exemplo, as fibras que estão relacionadas ao menor risco de câncer de cólon e reto. O consumo de gorduras monoinsaturadas e ácidos graxos ômega 3 em quantidade adequadas também está relacionado ao menor risco de câncer. “Um estudo do INCA mostra a relação da obesidade e sobrepeso com o aparecimento de câncer. A cada 100 casos de câncer no Brasil, 13 tem relação com a obesidade ou sobrepeso”, destaca nutricionista.

 

Fonte: Oncologiador