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‘A Verdadeira Dieta Anticâncer’ explica o que faz um alimento se tornar cancerígeno

publicado em 9 de fevereiro de 2015

“A Verdadeira Dieta Anticâncer”, do oncologista francês David Khayat, apresenta os principais avanços científicos com relação a prevenção do câncer por meio da alimentação.

O livro descreve quais comidas diminuem e quais aumentam os riscos de desenvolver determinados tipos da doença e o que há por trás de cada um desses efeitos.

Khayat expõe os hábitos na cozinha que podem modificar o alimento e torná-lo cancerígeno, como usar um wok em vez de uma frigideira para cozinhar com óleo.

Saiba, simplesmente, que quando põe os alimentos frescos em uma frigideira plana com um pouco de óleo, esses alimentos vão, necessariamente, absorver a água que existe nesse óleo, escreve. Esse fenômeno, combinado com o fato de o calor se distribuir por toda a superfície plana da frigideira, vai impedir o óleo de atingir temperaturas perigosas.

Na quarta-feira passada (4/02) foi o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data é uma oportunidade para lembrar que alguns hábitos, como parar de fumar e ter uma alimentação saudável, são capazes de minimizar os riscos dessa doença. Higiene, vigilância e visitas regulares ao médico são insubstituíveis. Em todos os casos, é importante não se automedicar. Um profissional pode salvar a sua vida.

Publicado originalmente em 2011, o título se tornou um best-seller. Na Europa, o livro vendeu mais de 300 mil exemplares. Abaixo, leia um trecho de “A Verdadeira Dieta Anticâncer” sobre os riscos de ingerir água de torneira.

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Antes mesmo da alimentação, é a hidratação que mantém a vida do nosso organismo. Sem beber, as possibilidades de sobrevivência são muito mais reduzidas do que se ficarmos sem comer. Após o terceiro dia sem beber, os sintomas de desidratação aparecem e, se a situação não for rapidamente remediada, a morte é inevitável.

Por quê? Porque o corpo é constituído de 65% de água, e ainda mais nas crianças. Nos lugares em que há acesso à água potável, a uma água relativamente segura, esse não é um problema. Mas é bom lembrar que isso só é assim para 20% da população mundial, e a água, quando não é boa, em vez de conservar a vida, mata. Ainda hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1,6 milhão de pessoas morrem por causa da água, todos os anos, em nosso planeta.

O perigo da água de torneira

Os pesticidas não são, infelizmente, os únicos produtos potencialmente cancerígenos que podemos encontrar na água da torneira. Tomemos como exemplo uma substância conhecida e classificada como cancerígena pela Organização Mundial de Saúde: o arsênico.

Ficou completamente demonstrado por vários estudos que o arsênico contido na água é suscetível e multiplicar por três ou mais o risco de câncer de pulmão; quer dizer, um aumento do risco de pelo menos 300%. Pode, também, aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de bexiga e, talvez, também o de pele. Mas, no que diz respeito ao de pulmão, está provado e há certezas!

Por que, então, não beber água mineral engarrafada?

Poderíamos dizer que os filtros, muito na moda hoje em dia, vão resolver o problema. Infelizmente, como nos mostra o quadro, quando se trata de metais pesados, de nitratos, de pesticidas ou compostos orgânicos, estes filtros estão longe de ser a solução

Os nitratos e os nitritos

Os nitratos são outras das substâncias cancerígenas que nos falta abordar. A tabela feita a partir dos dados publicados em maio de 2009 pela Direção Geral da Saúde é eloquente. E nada indica, também aqui, que não existam nas águas minerais.

Um conselho: procure na internet, de tempos em tempos, os resultados publicados sobre a qualidade da água em sua cidade. Se for boa, não vale a pena comprar filtros ou água engarrafada. Inutilmente mais caros. Se constatar que a água de sua torneira está contaminada, informe-se sobre as águas de nascente ou minerais de maneira a escolher uma saudável para você e para a sua família.

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Fonte: Folha de S. Paulo