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6 dicas para proteger sua saúde mental das redes sociais

publicado em 14 de junho de 2019

Mais de um terço dos adultos nos Estados Unidos considera que as redes sociais prejudicam a saúde mental, de acordo com uma nova pesquisa da Associação de Psiquiatras Americana. Somente 5% consideraram as redes positivas para a saúde mental e outros 45% disseram acreditar que há efeitos positivos e negativos. Dois terços dos participantes da pesquisa afirmaram considerar que o uso das redes sociais têm relação com isolamento e solidão. Há estudos que relacionam as redes à depressão, inveja, baixa autoestima e ansiedade social.

Como uma psicóloga que estudou os perigos das interações online e observou os efeitos do mau uso das redes nas vidas de meus pacientes, tenho seis sugestões para reduzir os efeitos negativos das redes na sua saúde mental:

1. Limite quando e onde utilizar os serviços
As redes sociais podem interromper e interferir com a comunicação pessoalmente. Você vai se conectar melhor com as pessoas na sua vida se tiver momentos do dia em que desliga as notificações, ou mesmo deixando o celular em modo avião. Tente se comprometer a não dar espiadinhas durante refeições com amigos ou família, ou quando estiver brincando com uma criança ou conversando com seu parceiro. Também evite usar o computador ou o celular no quarto.

2. Tenha períodos de “detox”
Experimente passar alguns dias sem entrar nas redes. Há estudos que mostram que ficar de cinco dias a uma semana sem entrar no Facebook já ajuda a diminuir o nível de estresse e melhorar a satisfação com a própria vida. Se isso parece impossível, reduzir o tempo de uso para apenas dez minutos por dia durante três semanas resulta em menor sentimento de solidão e depressão. Experimente declarar publicamente que você decidiu dar um tempo nas redes e delete os aplicativos do celular.

3. Preste atenção no que você faz e como se sente
Experimente usar as plataformas em diferentes horas do dia e por tempos variados e observe como se sente depois de cada sessão. Também observe a maneira como está usando. Pessoas que são mais passivas nas redes sociais, apenas pesquisando e consumindo publicações dos outros, em geral se sentem pior do que aqueles que participam ativamente, publicando e se engajando com outras pessoas. Sempre que possível, busque interações online com pessoas que você conhece offline.

4. Seja consciente e pergunte “por quê?”
Você usa o Twitter logo que acorda para se manter informado sobre as notícias ou para escapar da realidade de ter que encarar o dia? Você sente necessidade de olhar o Instagram quando precisa resolver uma tarefa difícil no trabalho? Seja honesto consigo mesmo e cada vez que quiser checar suas redes sociais, pergunte-se: por que estou fazendo isso agora?

5. Faça uma limpa
É provável que você tenha acumulado uma lista gigante de amigos online e organizações. Há conteúdos que ainda interessam a você, mas outros que podem ter se tornado chatos e irritantes. É o momento de dar “unfollow”, colocar no mudo ou esconder esses contatos. A maioria não vai nem perceber, e sua vida vai melhorar. Um estudo recente mostrou que informações sobre a vida de amigos no Facebook afeta as pessoas mais negativamente do que outros conteúdos na rede.

6. Não deixe que as redes sociais substituam a vida real
Não há nada errado em usar o Facebook para acompanhar a maternidade da sua prima, desde que você não negligencie as visitas com o passar do tempo. Quando usadas conscientemente e deliberadamente, as redes sociais podem ser um acréscimo útil à sua vida social, mas somente uma pessoa de carne e osso pode preencher a necessidade de conexão e pertencimento.

Fonte: Revista Galileu