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2º Julho Verde atende 227 pessoas para prevenção do câncer de cabeça e pescoço

publicado em 19 de julho de 2016

A grande fila formada antes da 7h da manhã em frente ao Centro Especializado de Apoio Diagnóstico Albert Sabin (Ceadas) demonstrou, por mais um ano, o grande interesse da população em cuidar da saúde. Homens e mulheres chegaram cedo para assegurar uma das 300 senhas do atendimento com médicos especialistas para o diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço, que tem neste mês de julho a sua campanha nacional de prevenção e diagnóstico precoce, instituída pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP).

A iniciativa no município é da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor) e nas duas edições recebeu o apoio da Prefeitura Municipal, através do Ceadas e equipe da Secretaria de Saúde. Médicos especialistas em oncologia, otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço atenderem 227 pessoas e realizaram 26 exames de laringoscopia. O diagnóstico também contou com a participação de acadêmicos do terceiro ano de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Rondonópolis. Outros profissionais, como enfermeiras e técnicas de enfermagem, fizeram a organização do fluxo de atendimento.

Nesta terça-feira (19), o coordenador da campanha, o médico Carlos Henrique Fortes Pereira, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, conduziu duas das três biópsias agendadas entre os pacientes com suspeita de câncer. Caso o resultado seja positivo para a doença, o tratamento acontece através da Apor, que mantém a ala oncológica na Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis. O médico enfatiza a necessidade da campanha que, somada ao ano passado, atendeu 470 pessoas e fez mais de 50 exames de laringoscopia. “O foco da campanha é o câncer na região de cabeça e pescoço e, uma vez diagnosticado precocemente, em fase inicial, a chance de cura é altíssima, em média 90% de chance de eliminar a doença com o tratamento adequado”, esclareceu.

A dona de casa Isoney Costa dos Santos tem 58 anos e esteve no mutirão. Sua queixa é inflamação constante das amígdalas e rouquidão. “Soube da campanha pelo PSF do meu bairro, vim e descobri que não tenho nada”, disse. Walmor Córdova, de 65 anos, também aproveitou a chance de uma consulta com especialista. O aposentado conta que em fevereiro precisou fazer uma biópsia porque percebeu um caroço no céu da boca. O exame foi negativo para câncer, mas ele continua atento. “A campanha é muito importante, é uma oportunidade para cuidar da saúde. Eu fui fumante e quando ouvi na televisão a médica falando sobre o hábito de fumar, que também é um dos fatores para o câncer, resolvi novamente fazer uma consulta, mas está tudo bem, ainda bem”, pontuou.